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| A direção da Igreja procurou escolher uma pessoa que pudesse se dedicar exclusivamente a esse tipo de trabalho, tendo em vista a importância do empreendimento a ser desenvolvido. Pensou-se em uma pessoa que reunisse as condições mínimas para a concretização do ideal, e, logo, o nome foi o do irmão Léo Radnik, de nacionalidade alemã, filiado a igreja. Tratava-se de pessoa inteligente e esforçada; porém sem os conhecimentos necessários para tocar uma gráfica.
A igreja mandou-o, então para o Recife-PE, onde recebeu aprendizado na tipografia do irmão Oséias de Lima e, depois de certo tempo, retornou para São Paulo, disposto a enfrentar o desafio. Em 1940, a idéia materializou-se, e uma modesta tipografia foi montada, com apenas uma máquina impressora. Acionada a pedal, numa das salas, na Rua Dr. César, 1203, em Santana – São Paulo-SP, onde funcionou até 1945, quando a sede geral mudou-se, definitivamente, para Vila Maria – São Paulo-SP. Tudo era simples, a começar pelo trabalho de composição manual, que era feito letra por letra e palavra por palavra, em tipos móveis, para tais fins, adquiridos nos corpos de números 6,8,10,12,16,20,24,36 e 48, com tipos de madeira para tamanhos maiores. Outros materiais, em branco, também eram usados para espacejamentos, separações entre palavras, letras ou linhas. Utensílios diversos faziam necessários e indispensáveis, tais como: compunidor, pinça, bolandeira e muita técnica para montagem da chapa, antes da impressão. Depois que se recebiam os originais, começava-se o trabalho das respectivas composições, provas e correções. Essas eram funções do tipógrafo, que precisava ser bom profissional, para compor duas páginas por dia de “O Restaurador”. A partir de então, seguia-se a montagem de chapas para impressões. Esse era serviço específico do impressor, que ficava cuidando também do esquadro, da regulagem de máquina, do preparo de tintas, etc. De início, as composições tipográficas eram feitas manualmente, letra a letra, palavra por palavra; em linotipo, sob encomenda; em datilografia, fotogravura, e, depois, levadas a uma máquina gravadora de chapas e respectiva mesa de montagens. |






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